Há quanto tempo existe o Na Lata? Como a banda se formou?
A galera tem 5 anos de banda. Tudo começou na época de colégio onde cada um tinha projetos diferentes e acabamos nos conhecendo pela cidade. Algumas modificações aconteceram durante esse tempo e dessa amizade acabou saindo o Na Lata.
Quais são as principais influências da banda? Qual é o tipo de som do Na Lata?
Todo mundo cresceu curtindo o rock dos anos 90, mas as influências são muito variadas, agente busca não se prender a um estilo específico. Algumas bandas que agente curte são Raimundos, Limp Bizkit, Incubus, Linking Park, e Muse.
Nosso som cai mais pra um New Metal que tem essa mistura de Rock com musica eletrônica e foi atrás dessa pegada que agente buscou, através de parcerias com DJ`s da cidade, um trabalho que tivesse a nossa cara.
Como é o processo de composição? Vocês aplicam experiências do dia a dia nas músicas?
As músicas aparecem no violão ou direto na distorção das guitarras, vai de acordo com a inspiração do momento, ai agente reúne todo mundo e vamos acrescentamos os elementos.
Colocar coisas do dia a dia nas músicas é o que nós fazemos no nosso som. Agente curte dar uns rolés de longboard na Ermida pra criação, jogar um campeonato de Guitar Hero, hoje com a participação dos DJ´s Gustavo FK e DJ Icy Sasaki até controle de Nintendo Wii já entrou como participação cênico musical no set dos shows.
Ainda têm nas letras umas histórias comédia de uns “espartanos” na banda nessas noites de Brasília, enfim, agente tenta trazer coisas do nosso universo nas nossas composições.
O que é preciso para as bandas de Brasília estourarem novamente?
Na arte não existe uma fórmula de sucesso, mas trabalhar duro ajuda. É preciso não esperar que as coisas aconteçam, tem que correr atrás. A filosofia do rock de faça você mesmo ainda ta valendo. Fazer parcerias com outras bandas e com profissionais que ajudem em áreas como iluminação e técnicos de som estabelecem alguns diferenciais, mas o principal é fazer a música que você gosta com a galera que você curte.
Existem caminhos que podem ajudar as bandas a se financiar, como se cadastrar como ente agente cultural na secretaria de cultura para poder assim apresentar projetos para gravação de discos, shows e vídeo clipes.
Agente lançou um projeto chamado Sai da Lata que tem o propósito de divulgar as bandas da cidade com shows de graça em um ambiente irado! A resposta da galera com a primeira edição foi muito boa e estamos nos organizando para realizar a segunda. A cidade está cheia de ótimas bandas como: Cassino Supernova, Brown-há, Etno, Trampa, Diboresti, Surf Sessions e muitas outras. Essa cena independente em parceria é que faz o rock da cidade.
Como foi o ano de 2009 para o Na Lata?
Esse ano de 2009 foi irado, o melhor ano da nossa vida, fomos vistos por milhões de pessoas no programa do Jô, milhares no Porão do Rock, ainda tocamos no aniversário de Brasília, abrimos o show do Capital Inicial na Granja do Torto, projeto Cultura nas Cidades e agora estamos nos preparando para tocar no Cerrado Virtual no dia 28 de novembro, que é um dos eventos que estão dando oportunidades para várias bandas de Brasília.
Quais são os planos para o Na Lata em 2010?
Para 2010 estamos trabalhando o nosso primeiro CD que deve ser gravado e lançado no primeiro semestre, a partir daí é pegar pesado na divulgação e nos shows. Agente tem feito uma consultoria que ajuda na organização e nas estratégias da banda. Para quem acha que ter banda é só chegar e tocar, tá muito enganado, o esquema não é moleza e tem que fazer de tudo um pouco. Agora que o mercado mudou depois da internet, nós buscamos fazer cada vez mais parcerias que nos ajudam na correria, já mandando um salve pra galera da Blue Star que cuida do nosso site e pros parceiros Ulysses G4 e Bruno Marra que tem dado uma força. Nesse 2010 o trabalho vai ser dobrado e tomara que os resultados também!